Certidões civis

Certidão de óbito: quem pede, quanto custa e para que ela serve depois

Abrangência nacional

Por Redação Despachante Imóveis Brasília · Conferido em · 8 fontes

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Resposta rápida

  • Qualquer pessoa pode pedir a certidão de óbito. Nenhuma modalidade, nem o inteiro teor, depende de requerimento ou de autorização judicial (Código Nacional de Normas do CNJ, art. 118).
  • O assento de óbito e a primeira certidão são gratuitos para todos (Lei 6.015/1973, art. 30). As vias seguintes pagam emolumentos pela tabela oficial, salvo para quem se declara pobre.
  • No inventário em cartório, a certidão de óbito é o primeiro documento da lista (Resolução CNJ 35/2007, art. 22). Ela também é exigida para pedir a certidão de existência de testamento.
  • Banco, DETRAN e outros órgãos têm regras próprias sobre a certidão que aceitam. Confirme com cada um antes de pedir cópias.

Registro do óbito e primeira certidão

O óbito é registrado no cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais (RCPN). A Lei 6.015/1973, art. 79, traz a ordem legal de quem é obrigado a declarar o óbito, normalmente um familiar próximo. Quem declara recebe a primeira certidão, que é gratuita, assim como o próprio assento (art. 30, na redação da Lei 9.534/1997). A gratuidade vale para todos, independentemente de renda.

Guarde essa primeira via. Muitas etapas posteriores pedem a certidão, e cada nova via é paga.

Segunda via: quem pode pedir

A certidão de óbito é a mais aberta das certidões civis:

  • qualquer pessoa pode pedir, sem informar o motivo (Lei 6.015/1973, art. 17);
  • nenhuma modalidade, nem o inteiro teor, depende de requerimento ou de autorização judicial (Código Nacional de Normas do CNJ, art. 118);
  • as restrições da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para dados sensíveis não se aplicam à pessoa falecida (art. 119).

A certidão sai do cartório onde o óbito foi registrado, e a lei também permite que outro cartório emita a certidão eletrônica de registro feito em outro lugar, com emolumento somado. O cartório tem até 5 dias para emitir (Lei 6.015/1973, art. 19); pela central eletrônica dos cartórios, até 5 dias úteis após o pagamento. As regras de formato e de emissão à distância são as mesmas de segunda via da certidão de nascimento.

Quando a família não sabe onde o óbito foi registrado, qualquer interessado pode buscar nos índices dos cartórios, sem justificar, pagando os emolumentos locais (Código Nacional de Normas, art. 121). Veja não sei o cartório do registro.

Quanto custa no DF

ItemComo é cobrado
Primeira certidão de óbitoGratuita
Segunda via (breve relato ou inteiro teor)Emolumento da tabela oficial, por certidão
Pedido no DF de certidão registrada em outro cartórioEmolumento do cartório de origem mais o do cartório que recebe o pedido
Registro de óbito ocorrido no exterior (traslado)Emolumento próprio da tabela

Os valores mudam com a atualização da tabela e conforme a modalidade de emissão, por isso não fixamos um número aqui. Consulte a tabela oficial de emolumentos do TJDFT ou peça orçamento para confirmarmos o custo atual, sempre separado do valor do nosso serviço.

As segundas vias são gratuitas para quem se declara pobre; a declaração é do próprio interessado, e declarar falsamente gera responsabilidade civil e criminal (Lei 6.015/1973, art. 30, §§1º a 3º). Confirme com o cartório se há tributo somado ao emolumento no balcão.

Uso no inventário

Na escritura de inventário feita em cartório, a Resolução CNJ 35/2007, art. 22, exige, entre outros documentos:

  • a certidão de óbito de quem deixou a herança;
  • as certidões que comprovam o parentesco dos herdeiros;
  • a certidão de casamento do cônjuge sobrevivente e dos herdeiros casados, com o pacto antenupcial, se houver.

A escritura cita a data de expedição da certidão de óbito e o livro, a folha, o termo e o cartório do registro (art. 21). A resolução não fixa prazo de validade para a certidão; pergunte ao tabelionato qual data de emissão ele aceita.

O inventário, judicial ou em cartório, exige advogado. Este procedimento pode exigir atuação de advogado habilitado. A atividade jurídica não integra nossos serviços e deve ser contratada separadamente. O caminho completo está em inventário de imóvel no DF.

Certidão de existência de testamento

Antes do inventário, é obrigatório juntar a certidão da central de testamentos (CENSEC) sobre a existência ou não de testamento (Provimento CNJ 56/2016, art. 2º). Quem pede a informação sobre pessoa falecida precisa apresentar a certidão de óbito (Código Nacional de Normas, art. 268).

Essa certidão não sai logo depois do falecimento. Os cartórios têm prazo para enviar os dados à central, e por isso existe uma carência contada da data do óbito, que pode passar de um mês. Famílias que só descobrem isso perto da escritura costumam remarcar o ato; no levantamento documental para inventário, essa espera entra no cronograma desde o início.

Localizar os imóveis de quem morreu

Com o CPF do falecido, é possível pesquisar as matrículas ligadas a ele nos cartórios de registro de imóveis. Veja imóveis de pessoa falecida.

Banco, DETRAN e outros órgãos

Bancos, seguradoras, previdência e o DETRAN pedem a certidão de óbito em seus próprios procedimentos. Não há norma geral que diga qual modalidade ou data de emissão cada um aceita, e não encontramos fonte oficial com essas exigências. Sem saber isso antes, é fácil pagar vias repetidas: uma instituição aceita o arquivo digital, outra exige papel, uma terceira recusa a certidão por causa da data de emissão.

A certidão digital e a impressa têm a mesma validade e fé pública (Lei 6.015/1973, art. 19, §7º), mas quem recebe pode preferir uma delas, e algumas instituições aceitam cópia autenticada no lugar da certidão.

Viúvo ou viúva em escritura de imóvel

Quem ficou viúvo e vai vender ou comprar imóvel prova o estado civil com a certidão de casamento. Leve também a certidão de óbito do cônjuge. Veja segunda via da certidão de casamento.

Óbito ocorrido no exterior

Quando a pessoa morreu fora do Brasil, a certidão estrangeira pode ser trasladada para um cartório brasileiro. Ela precisa de legalização consular ou, quando o país faz parte da Convenção da Haia, de apostila, e de tradução por tradutor público juramentado (Resolução CNJ 155/2012, art. 2º e seguintes). O registro do traslado paga emolumento próprio. O caminho do documento estrangeiro está explicado em documento estrangeiro para usar no Brasil.

Segunda via de óbito no formato certo

No serviço de segunda via de certidão civil, localizamos o cartório do registro e cuidamos da segunda via no formato que cada destinatário exige, com conferência de nomes, datas e averbações antes da entrega. Quando a família precisa também levantar os imóveis de quem faleceu, o serviço de documentação para inventário reúne as certidões dos imóveis para o advogado.

Quem pode participar deste procedimento?

Cada um atua dentro da própria competência e responde pelo que faz.

Cartório de registro civil
Emite as certidões de nascimento, casamento e óbito a partir do seu livro de registros.
Tabelionato de notas
Qualifica os documentos e lavra a escritura. A decisão sobre o ato é do tabelião.
Você
Fornece documentos, assina o que for pessoal (ou por procuração) e paga as taxas públicas.

Dúvidas frequentes

Preciso ser parente para pedir a certidão de óbito?

Não. Qualquer pessoa pode pedir certidão do registro civil sem dizer o motivo (Lei 6.015/1973, art. 17), e a certidão de óbito, em qualquer modalidade, não depende de requerimento nem de autorização judicial (Código Nacional de Normas do CNJ, art. 118).

A família paga pela certidão de óbito?

A primeira certidão é gratuita, assim como o próprio registro do óbito (Lei 6.015/1973, art. 30). As vias seguintes pagam emolumentos pela tabela do tribunal do estado, que é atualizada periodicamente; quem se declara pobre não paga (art. 30, §§1º e 2º).

Quanto tempo vale a certidão de óbito para o inventário?

A Resolução CNJ 35/2007 não fixa prazo de validade para a certidão de óbito, e não encontramos outra norma que fixe. A escritura registra a data de expedição da certidão. Pergunte ao tabelionato do inventário qual data de emissão ele aceita.

Quantas vias devo pedir?

Depende de quantos lugares vão ficar com o documento. Antes de pedir, liste quem vai exigir a certidão (tabelionato, banco, seguradora, previdência, DETRAN) e se cada um aceita cópia, certidão digital ou só a via impressa. Pedir tudo de uma vez evita pagar várias taxas de envio.

A pessoa morreu no exterior. Como fica o registro no Brasil?

A certidão estrangeira é trasladada para um cartório brasileiro. Ela precisa de apostila (ou legalização consular) e de tradução por tradutor público juramentado (Resolução CNJ 155/2012). O registro do traslado também paga emolumentos, conforme a tabela vigente.

Pedido

Precisa da segunda via de uma certidão civil? Localizamos o cartório e cuidamos da segunda via de nascimento, casamento ou óbito no formato de que você precisa. Contratar: Segunda via de certidão civil.

Fontes

Normas e fontes oficiais consultadas para este conteúdo. Datas de conferência entre parênteses. Última revisão do texto: .

  1. Lei nº 6.015/1973, Lei de Registros Públicos (compilada) · Planalto (26/09/2026)
  2. Lei nº 9.534/1997, gratuidade do registro de nascimento e óbito · Planalto (26/09/2026)
  3. Código Nacional de Normas – Foro Extrajudicial (Provimento CNJ 149/2023) · CNJ (26/09/2026)
  4. Resolução CNJ 35/2007, inventário e divórcio extrajudiciais · CNJ (26/09/2026)
  5. Provimento CNJ 56/2016, certidão de inexistência de testamento · CNJ (26/09/2026)
  6. Resolução CNJ 155/2012, traslado de assentos lavrados no exterior · CNJ (26/09/2026)
  7. Tabela de emolumentos 2026 (Resolução 2/2025) · TJDFT (26/09/2026)
  8. Página oficial de serviço · ON-RCPN / ARPEN (26/09/2026)

Conteúdo informativo, escrito a partir das normas e serviços oficiais listados. Não substitui a análise do seu caso nem orientação jurídica. Encontrou algo desatualizado? Avise a gente.