Serviço · Compra e venda

Due diligence documental do imóvel antes da compra no DF

No DF, para clientes de todo o Brasil Nós executamos

Por Redação Despachante Imóveis Brasília · Conferido em · 4 fontes

Solicitar análise documental pelo WhatsApp (abre o WhatsApp em nova aba)

Em resumo

  • Levantamos a documentação do imóvel e do vendedor e entregamos uma análise em linguagem clara: o que está em ordem, o que precisa ser resolvido antes da escritura e o que merece atenção.
  • A análise separa o que o Código de Normas do DF exige para a escritura do que é cautela recomendada.
  • É análise documental, não parecer jurídico. Se aparecer um ponto que dependa de avaliação jurídica, dizemos isso de forma explícita, para você levar a um advogado de sua escolha.
  • O melhor momento é antes de pagar sinal ou assinar promessa, quando ainda dá para negociar, exigir providências do vendedor ou desistir sem prejuízo.

O risco que a análise documental evita

Quem compra imóvel olha planta, preço e localização. Os problemas que custam caro, porém, costumam estar nos papéis: hipoteca não baixada, penhora, vendedor que não é o dono registrado, herança sem partilha, construção que não aparece na matrícula, dívida de IPTU que acompanha o imóvel.

Descobrir isso depois do sinal ou da promessa assinada reduz muito a margem de manobra. A Lei 13.097/2015, art. 54, protege o comprador de boa-fé contra o que não está na matrícula, mas tem ressalvas, e a matrícula só mostra o que alguém levou a ela. Por isso a análise vai além da certidão do registro.

Por que fazer antes do sinal

Depois do sinal pago, desistir costuma ter custo, e o vendedor tem menos motivo para resolver pendências no prazo. Antes, um relatório com o que precisa ser corrigido vira argumento de negociação: prazo para baixar a hipoteca, atualização do estado civil na matrícula, abatimento de débitos no preço ou uma cláusula específica no contrato, redigida por quem você escolher.

Para quem é a due diligence

  • Quem vai comprar e quer uma leitura documental independente antes de pagar ou assinar.
  • Quem compra à distância ou de alguém que não conhece.
  • Quem recebeu uma proposta com pressa e precisa de uma resposta objetiva sobre os documentos.
  • Quem vai financiar e quer chegar ao banco sabendo o que os documentos mostram.

Como conduzimos a análise

Reunimos a documentação do imóvel e do vendedor, lemos cada documento e conferimos se eles contam a mesma história. A extensão do levantamento acompanha o caso: vendedor casado, empresa, espólio ou imóvel com histórico de cessões pedem mais documentos, e isso é definido no orçamento.

A análise separa com clareza duas coisas que costumam se misturar: o que o Código de Normas do DF exige para lavrar a escritura e o que é cautela recomendada para proteger o comprador. Assim você sabe o que é condição do negócio e o que é escolha sua.

O que você recebe no final

  • Relatório em linguagem clara, em três blocos: o que está em ordem, o que precisa ser resolvido antes da escritura (por exemplo, baixa de hipoteca ou atualização do estado civil do vendedor) e o que merece atenção ou avaliação jurídica.
  • Todas as certidões em PDF, com data de emissão e quadro de validades.
  • A lista do que ainda falta para a escritura, se você decidir seguir.
  • Uma conversa sobre o resultado, para tirar dúvidas antes de decidir.

Quando costuma ser contratada

  • Antes de pagar o sinal ou assinar a promessa de compra e venda.
  • Quando o vendedor é espólio, empresa ou pessoa com várias ações em nome próprio.
  • Quando o anúncio diz uma área e a documentação parece dizer outra.
  • Em imóvel com financiamento ou hipoteca ainda não baixada.
  • Em compra de imóvel sem escritura ou com cadeia de cessões; para entender o cenário, veja imóvel sem escritura no DF.

Escopo: o que a análise cobre e o que fica fora

A due diligence entrega o levantamento e a leitura documental descritos acima. Ficam fora:

  • Parecer jurídico. Quando o relatório encontra, por exemplo, ação que pode levar o vendedor à insolvência, penhora, imóvel de herança sem partilha ou cessões sem registro, a leitura do risco e a forma de proteger o negócio são jurídicas. Este procedimento pode exigir atuação de advogado habilitado. A atividade jurídica não integra nossos serviços e deve ser contratada separadamente.
  • Vistoria física e avaliação de preço.
  • Execução das pendências encontradas: apontamos o que precisa ser feito e por quem.
  • Certidões posteriores à data de emissão: o tabelião faz as próprias consultas no dia da escritura.

Prazo e orçamento

O prazo do nosso trabalho depende do número de certidões e do tempo de resposta dos cartórios e órgãos, e é informado no orçamento. As certidões seguem prazos de emissão previstos em norma, que não dependem de nós.

Para entender cada certidão e quando ela é exigida, veja certidões para comprar e vender imóvel no DF. Se a dúvida é sobre a própria situação do imóvel, a triagem meu imóvel está regular? ajuda a identificar o ponto de atenção. Os documentos da escritura por categoria estão em documentos para escritura no DF.

O que está e o que não está incluído

Incluído no serviço

  • Levantamento da matrícula atualizada, com a leitura de todos os atos registrados e averbados
  • Certidões do imóvel e do vendedor exigidas para a escritura no DF e as recomendadas como cautela
  • Conferência da coerência entre os documentos do vendedor, a matrícula e o cadastro do imóvel
  • Relatório em linguagem clara: o que está em ordem, o que resolver antes da escritura e o que merece atenção
  • Indicação explícita dos pontos que dependem de avaliação jurídica
  • Conversa sobre o relatório, com todas as certidões em PDF e o quadro de validades

Não incluído

  • Taxas públicas e emolumentos das certidões, pagos diretamente a quem cobra
  • Parecer jurídico, opinião sobre a segurança do negócio ou análise de contrato (atividade de advogado)
  • Vistoria física, laudo técnico ou avaliação do preço do imóvel
  • Declaração de quitação do condomínio, que é emitida pelo síndico ou pela administradora
  • Solução das pendências encontradas, como baixa de ônus ou averbações, que depende do vendedor e dos cartórios

Taxas públicas × valor do serviço

Impostos (ITBI, ITCD), emolumentos de cartório e taxas de órgãos são pagos a quem cobra, pelos valores das tabelas oficiais, com comprovante em seu nome. O valor do nosso serviço documental vem no orçamento, separado, antes de qualquer pagamento.

Não somos órgão público nem cartório. Prazos e decisões de cartórios e órgãos não dependem de nós; informamos o prazo previsto em norma.

Quem pode participar deste procedimento?

Cada um atua dentro da própria competência e responde pelo que faz.

Nosso serviço documental
Levanta e confere as certidões do imóvel e das pessoas envolvidas, organiza a documentação e entrega uma análise clara do que está em ordem e do que precisa ser resolvido antes do próximo passo.
Você
Fornece documentos, assina o que for pessoal (ou por procuração) e paga as taxas públicas.
Cartório de Registro de Imóveis
Examina o título, faz exigências quando necessário e registra ou averba. A decisão é do registrador.
Receita do DF
Lança o ITBI/ITCD, mantém o cadastro do IPTU/TLP e emite certidões de débitos.
Órgão público
Analisa e decide o pedido administrativo. Prazos e exigências são do órgão.
Tabelionato de protesto
Emite certidões e processa pedidos de cancelamento de protesto.

Dúvidas frequentes

A due diligence diz se o negócio é seguro?

Ela mostra o que os documentos registram: ônus, ações, débitos, divergências — em linguagem clara. A conclusão sobre o risco jurídico do negócio é parecer de advogado; quando o relatório encontra algo que depende dessa avaliação, dizemos isso de forma explícita.

Quais certidões são obrigatórias para a escritura no DF?

O Código de Normas do DF (art. 229) exige a certidão da matrícula com ônus, a de tributos do imóvel e as fiscais do vendedor; as fiscais podem ser dispensadas pelo comprador, que passa a responder pelos débitos. As certidões de ações judiciais não são condição da escritura (Lei 13.097/2015, art. 54, §2º), mas costumam ser recomendadas como cautela. A due diligence cobre os dois grupos.

Se a matrícula estiver limpa, a análise ainda vale a pena?

Sim. A lei protege o comprador de boa-fé contra o que não está na matrícula, mas com ressalvas, como os casos de falência do vendedor (Lei 13.097/2015, art. 54, §1º). E a matrícula só mostra o que foi levado a ela: dívida do imóvel, vendedor com estado civil desatualizado ou construção não averbada aparecem em outros documentos.

Por quanto tempo o relatório vale?

Ele retrata a data das certidões. A da matrícula vale 30 dias para a escritura; as da Receita do DF valem 90 dias; as federais e a trabalhista, 180 dias. Se a escritura atrasar, algumas precisam ser renovadas, e o quadro de validades mostra quais.

Vocês verificam dívida de condomínio?

Não há certidão pública para isso. A lei aceita a declaração do vendedor como prova de quitação (Lei 7.433/1985, art. 2º, §2º), mas quem compra responde pelas dívidas do condomínio (Código Civil, art. 1.345). Recomendamos exigir a declaração do síndico ou da administradora.

Quanto tempo leva e quanto custa?

O prazo e o valor do serviço vêm no orçamento, com as taxas das certidões separadas. A extensão do levantamento acompanha o caso: vendedor casado, empresa ou espólio pedem mais documentos.

Pedido

Fontes

Normas e fontes oficiais consultadas para este conteúdo. Datas de conferência entre parênteses. Última revisão do texto: .

  1. Código de Normas dos Serviços Notariais e de Registro do DF (Provimento 67/2026) · TJDFT (26/09/2026)
  2. Lei nº 13.097/2015, arts. 54 e 55 (concentração na matrícula) · Planalto (26/09/2026)
  3. Lei nº 7.433/1985 (requisitos da escritura pública) · Planalto (26/09/2026)
  4. Decreto nº 93.240/1986 (regulamenta a Lei 7.433/1985) · Planalto (26/09/2026)

Conteúdo informativo, escrito a partir das normas e serviços oficiais listados. Não substitui a análise do seu caso nem orientação jurídica. Encontrou algo desatualizado? Avise a gente.